terça-feira, 25 de setembro de 2012

Breve resumo...correndo atrás!

Sábado, domingo, segunda e terça...


Como são muitos dias tentarei ser breve, embora não tenha muitas imagens, pois só hoje minha câmera voltou a trabalhar...rs









Como já havia escrito, sexta-feira tivemos nossa primeira reunião e conheci o lugar onde faremos as disciplinas, o Colégio São Jerónimo.










A vista de lá é muito bonita e apesar de não haver sol, as fotos da janela da sala de reuniões do Departamento ficaram legais.


















Também não saí no final de semana, fiquei lendo, limpando e arrumando as coisas por aqui.
















Acho que além das fotos do quarto será interessante conhecerem a cozinha do andar em que estou, já que cada um dos 3 andares da casa tem um banheiro e uma cozinha. 















Na minha modesta opinião cozinha a do meu andar é a mais bonita... 











É uma cozinha portuguesa, com certeza...








Hoje tivemos um workshop e foi bastante interessante assistir as apresentações do que está sendo pesquisado. Como não terminou hoje, sexta-feira teremos segunda rodada.










Desde ontem chove, como chove em Ubatuba... Uma chuva fina e persistente. O ar está bem frio, apesar do termômetro marcar 16°c parece mais frio na rua.




Assim, o movimento é quase nenhum, até agora, mas quando chegar próximo das 22h, o movimento no bar aqui em baixo recomeça. Ontem foi uma cantoria só... Até parecia dia de jogo no Brasil... Cada curso tem suas músicas, como as torcidas organizadas e fica uma verdadeira guerra entre elas, só na cantoria, risos e muita bebida. Os veteranos com suas capas pretas e os "caloiros", como chamam aqui, do jeito que podem, rs.








Um capuccino para espantar o frio!













Como aqui existem muitas festas, segue-se uma breve pesquisa sobre as festividades tradicionais da Universidade de Coimbra. 



Peço desculpas se algo ficou de fora ou se não entendi bem todas as etapas, sequências e/ou funcionamento das...tradições.





FESTAS TRADICIONAIS:



As festas são organizadas pela Associação Acadêmica de Coimbra, fundada em 1887. Dentre as mais importantes tem esta de recepção, chamada de "Praxes", em que os veteranos passeiam com os calouros pela cidade cantando e puxando um grande cordão humano de mãos dadas ladeia abaixo e acima. Muita festa e alegria, mas como  nosso "trote" no Brasil, não foi sempre assim, agora tem um Código acadêmico que regulamenta esta brincadeira para que não haja incidentes graves.



A Latada (entre 11 e 17 de outubro), é uma brincadeira em que os veteranos amarram latas nos calouros, mas também tem atrações culturais com artistas famosos do país. 



A Venda das Pastas é uma ação festiva de cunho social, em que os alunos da Universidade de Coimbra saem as ruas da baixa acompanhando as crianças da Casa da Infância "Dr. Elysio de Muora", vendendo as "Pastilhas", representações da pasta da praxe feitas pelas próprias crianças, a fim de arrecadar fundos para a instituição.


Verbena: segue-se a atividade de venda das pastas, momento que são servidos lanches aos estudantes e crianças e há também realização de espetáculos para o divertimento dos miúdos (como aqui dizem).



A Queima das Fitas é uma mais tradicional das festividades, data do início no séc. XIX e ocorre no final do semestre, com duração de 8 dias, no mês de maio. Celebra o fim da graduação, com o ritual da queima das fitas de cada curso. Neste período há muitas atividades artístico-culturais pela cidade que inclui a Serenata Monumental na escadarias da Sé Velha. Estas festividades incluem a Serenata Monumental (abertura); a Récita das Faculdades; o Cortejo dos Grelados; a Garraiada e; a Benção das Pastas.



"Foram-se as fitas queimadas
O fumo subiu ao ar
Ao ver o fumo das fitas
Senti munha alma chorar"
(Poema de Vaz Craveiro) 


A Serenata Monumental que é o início da semana da Queima e consiste em, a meia noite, de quinta pra sexta, há fado tocado pelas guitarras de Coimbra.


Récita das Faculdades: parte das festividades da Queima das Fitas, ocasião em que estudantes das faculdades sobem ao palco para cantar, interpretar, tocar, em fim, fazer uma apresentação artístico-cultural, sempre com viés de crítica política e social.



Cortejo dos Grelados ou dos quartanistas: ponto alto da Queima das Fitas e há uma disputa entre os cursos que saem às ruas com seus carros alegóricos construídos pelos Grelados, cada curso possui suas cores próprias enfeitados com flores de papel e outros ornamentos  (lembram carros alegóricos das antigas paradas de 7 de setembro enfeitados pelas escolas no Brasil). O início do cortejo é na Alta da Universidade e segue descendo até o Largo da Paragem na Baixa.



A Garraiada é das mais antigas tradições de Coimbra. Os estudantes vão até Figueira da Fóz na praça de touradas onde uma ou duas vacas são soltas e há uma perseguição "ao pobre" animal. Apesar de haver grupos de proteção aos animais contrários a brincadeira, ela persiste como parte da tradição da Queima das Fitas.



Benção das Pastas: acontece 3 semanas depois do Cortejo dos Grelados. É uma cerimônia religiosa em que o Bispo de Coimbra abençoa as pastas dos novos fitados que chegam ao fim do primeiro ciclo de sua vida acadêmica, marcando a entrada no mundo do trabalho e momento em que estes assumem o compromisso de ajudar a tornar a sociedade mais justa e fraterna. Atualmente também representa a passagem para ou graus seguintes da formação acadêmica.



domingo, 23 de setembro de 2012

Sexta-feira

Desde sexta-feira estou sem baterias na câmera. isso porque me esqueci de mudar a voltagem de 110w para 220w... Até posso "ler" os pensamentos de vcs... (rs...)

Mas o fato é que fiquei sem "munição" e para não interromper as postagens recorri ao Google para mostrar algumas coisas.

Então vamos por partes...



Sexta-feira peguei uma fila enorme no Palácio dos Grilos, onde funciona a Secretaria Geral da Universidade. 

No dia anterior havia chegado lá as 9:30h e já não haviam mais senhas. Então, acordei mais cedo e cheguei lá entorno das 7:20h, minha senha era de número 57 e só fui atendida por volta das 11h. Saí de lá umas 11:30h, parei numa cantina para almoçar e corri pra aula.




O almoço, pra variar, não foi lá essas coisas... paguei um pouco a mais que na faculdade por um prato do dia que era frango de forno com arroz e batatas... Bem, o frango parecia de panela e o arroz duro, como dizia minha mãe: "arroz de passarinho" rs. 

Moral da história, só me restaram as batatas...Especialidade daqui, ao que me parece.





Minhas aulas às sextas serão no Colégio São Jerónimo, onde funciona o Departamento de Geografia e também de Relações Internacionais.



O Colégio é muito bonito e tirei algumas fotos, porém vou postá-las assim que conseguir carregar as baterias da máquina. 

























Fica em frente ao Monumento a D. Dinís na Rua Larga, que começa em frente ao pátio da Universidade e é ladeada pelo antigo prédio da Faculdade de Medicina (a esquerda de quem vai para o Colégio) e o prédio da Faculdade Tecnologia (a direita) e termina na Rua dos Estudos.

(ver mapa abaixo)













Na sexta a noite fui à Baixa com D. Anita encontrar com Danielle, a quem só conhecia via Skype e devo muito pela ajuda antes de vir pra cá, já que foi ela quem me indicou a casa de D. Anita.

Jantamos por lá em um restaurante que faz tudo na brasa, comida muito boa e barata. O diferente foi que tudo o que está na mesa como aperitivo e entrada é cobrado à parte e vc só paga o que consumir... no Brasil, parece que não cobra, mas acredito que está incluído no preço, independente se comer ou não.


Há algumas coisas sobre a organização da cidade que ainda não compreendi, porque não é como no Brasil organizado em bairros e zonas. Aqui tem  Freguesia, Distrito, Conselho entre outras nomenclaturas.

De qualquer modo, eis um mapa e uma foto que dá pra ver como é o traçado urbano por aqui.




O Pólo 1 (em rosa), assinalado no mapa, é onde estudo e bem atrás do prédio da Faculdade de Letras está a rua em que moro.


A rua que sai do pátio da U.C. e segue em direção ao Largo D. Dinís é a que chega ao Colégio Jerónimo, defronte ao Largo.

Toda a porção em azul que está atrás do Palácio dos Grilos e da Sé Velha em direção ao Rio Mondego, são as ladeiras que levam à baixa. Descato aqui, o Largo da Portagem.



Há uma semana estou circulando apenas por esta porção da cidade de Coimbra. Falta muito ainda para conhecer...
Coloquei esta foto do Google para se ter uma visão mais detalhada do que está assinalado no mapa e para ver como se deu a ocupação desta montanha a forma como a cidade se espalhou em direção ao rio e ao interior, no caso, para a porção mais alta do relevo.

Amanhã espero colocar em dia este diário com as fotos que estão na câmera.


Só para terminar, informo aos amigos do Brasil que o outono chegou mesmo aqui, ao que parece... 

Hoje choveu e esfriou, estamos com 17°c, mas um vento bem gelado faz parecer menos... 

A previsão do tempo para esta semana é que a mínima chegue a 8°c na quinta-feira e a máxima a 20°c, com chuva todos os dias. 

Só na sexta-feira há previsão de sol, mas as temperaturas permanecerão entre 20°c e 8°c.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Dia difícil (mais pra "desventuras em série")...(rs)



Hoje o dia não foi muito produtivo, quase nada do que me propus a fazer deu muito certo...





Primeiro, fui à Secretaria Gral da Universidade e quando cheguei não haviam mais senhas, terei que voltar amanhã as 7:00h para pegar as primeiras senhas de modo que não perca a hora da aula.





Depois fui ao banco, abrir uma conta de estudante, mas como não tenho número de contribuinte, não pude abrir a conta.






Então já era hora do almoço e fui a cantina da faculdade e havia uma fila imensa, desisti e me sentei para ler, estudar um pouco até que fila diminuísse... Quando finalmente a fila já estava menor, descobri que só conhecia duas das opções de comida, a mesma de ontem... carne de porco com batas e sopa de peixe (com o calor que estava, nem pensar...), as demais eu não fazia nem ideia! 


Tentei investigar mas nada me parecia bom...então me disseram que uma tal de francesinha (tipo de lanche no prato) era bom de comer e me pareceu boa ideia. 



No entanto, quando chegou, o prato era colossal (como dizem por aqui)... No fim era assim: num prato grande, toda a volta coberta de batas fritas, no meio, um sanduíche estranho montado com uma parte de pão que parecia de hambúrguer, presunto (nosso, não daqui), bisteca de porco, queijo, salsicha escura, calabresa, outra parte do pão, ovo na chapa coberto com mais queijo derretido e por cima de tudo um molho meio alaranjado (até agora não sei do que era feito, mas não era ruim, não). 

(foto ilustrativa...não tive coragem de fotografar na hora...rs)



Desnecessário dizer que, primeiro não dei conta de comer tudo aquilo. Segundo,meu sistema digestivo A C A B O U! 

Eu mal conseguia descer a ladeira em direção à pensão e quando cheguei, não demorou muito tempo para "ter notícias" do estrago feito...rs


Depois disso, achei melhor nem jantar, comi uvas...rs








Mais para o final da tarde, já recuperada dol "almoço", fui com D. Anita à Junta da Freguesia tirar meu atestado de moradia (+ 4 euros de taxas), a fim de, na segunda-feira, ir até a Baixa, na Loja do Cidadão providenciar meu número de contribuinte.











A descida foi agradável, pois D. Anita é muito animada, divertida, falante, nem parece uma senhora de mais de 70 anos, descendo e subindo ladeiras. O sol estava ameno e a brisa soprava fresca.
















Depois eu a acompanhei à missa na Sé Velha e pude ver pessoalmente o que só havia visto pela internet, o interior da igreja. É muito bonito, com pinturas, ornamentos e esculturas. 





Toda arquitetura é medieval e me dei conta que era a primeira vez que entrava em uma igreja medieval. Mesmo não sendo a ocasião mais adequada, me atrevi a fotografar sem flash mesmo. 



























Foi uma missa muito diferente das que temos no Brasil, sem música... achei melancólica, apesar do padre ser muito bom em seu sermão! Mas ainda creio que música entre aquelas paredes de pedra e pé direito muito alto, daria outra vida...
















Foi praticamente uma celebração particular, pois além das freiras (maioria bem velhinhas), estávamos apenas eu, D. Anita - que rezava pelo aniversário de falecimento de sua irmã - e uma outra senhora desconhecida. Digo desconhecida porque D. Anita conhece todo mundo e sai cumprimentando a todos por onde passa...e esta, ela não conhecia..rs.














Ao final, voltamos para casa e cá estou a postar minhas desventuras do dia de hoje, que só não foi de todo perdido pela saída com D. Anita e pelas poucas fotos que tirei.























Agora, qui em baixo, os estudantes começam a chegar no barzinho e já dá pra ouvir a música, os passos, as conversas e as risadas. Haja ânimo... Será que são sempre os mesmos todos os dias?

Ontem estavam mais comedidos, menos gritos e mais conversas e risos, até deu pra escutar a seleção musical dos anos 90...



Hoje a música é atual, mudanças no repertório...rs


Hoje pensei muito em minha família e em tudo o que significa estar aqui...Acho que se pudesse traria todo mundo pra cá. Pois, apesar das ladeiras e da comida estranha (rs), aqui é um lugar ótimo para se estar e apesar das saudades me sinto feliz aqui.


A Cláudia me disse que o inverno é triste e melancólico e que muitos ficam deprimidos porque além do frio as nuvens de chuva deixam os dias escuros e essa vida toda nas ruas desaparece... 

Vamos ver, eu esterei por aqui.


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Indo à Baixa




Ontem desci as ladeiras e fui à Baixa... experimentei caminhar pelas ruas que levam até onde estão o comércio e a rodoviária. Fui conduzida pela minha nova colega do doutorado, a angolana Cláudia. Pessoa muito amável e solícita que me levou à Loja do Cidadão para providenciar meus documentos portugueses. 




Pelo caminho fotografei algumas coisas, não muitas por causa tempo restrito, mas pude observar um pouco mais desta cidade que me acolhe.






As ladeiras mais íngremes são providas de escadas e as portas dos prédios dão diretamente no passeio, onde não há carros, apenas pessoas subindo e descendo a pé.



Muitos tempos se juntam em um mesmo lugar. Construções muito antigas convivem com novos usos e com novas edificações.


Assim começo a caminhada a pé (e uma breve pesquisa sobre onde estou com meus pés agora...), a partir do Polo1 da Universidade de Coimbra e a visão de tantos degraus é meio desanimadora...


Fonte pesquisada: https://estudogeral.sib.uc.pt/.../Márcia%20Xavier.pdf






Próximo a Sé Velha, caminhos estreitos e circundantes. Segundo entendi, a cidade começou a ser construida no alto, com edificações fortificadas pré românicas.


Na intersecção das Ruas São João, parte da Rua Borges Carneiro e Rua do Norte estaria a fortificação romana, por volta dos séculos V-VI, o que significa que estou morando no trecho mais antigo da cidade... (é bem a minha cara...rs)







Esta é a Sé Velha, sua construção teve início em 1162, depois da cidade ter sido reconquistada dos muçulmanos pelos cristãos. 



Minha rua nasce atrás dela. Aqui circula toda gente: moradores e turistas, mas nos últimos dias o público maior é de estudantes, especialmente no final da tarde e durante a noite. 


Ladeira acima está o pátio da Universidade.

É realmente impossível ficar alheia a tanta história... Penso que no Brasil deveríamos conhecer nossas cidades históricas e saber mais sobre a história de Portugal, afinal, temos muito de nossos colonizadores.

Quem conhece as edificações de cidades mais antigas como Paraty, Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro entre outras, vai ver aqui uma linguagem bem familiar.






A caminho da baixa passamos pelo Arco de Almeida na Rua Visconde da Luz. É uma visão tipicamente medieval incrustada entre edificações barrocas e  modernas.

Como já é possível perceber a cidade de Coimbra divide-se entre a Alta mais antiga e a Baixa (próximo ao Rio Mondego) composta pelos arrebaldes medievais. Anda não fui ao rio...

Pelo que notei a Baixa está passando por um processo de modernização, recuperação de edificações e espaços visivelmente para finalidades comerciais e turísticas, o que faz pensar na população moradora...








Ainda não me inteirei sobre esta política, mas o que deu para perceber até agora é que para se resolver questões de alimentação, compras em geral, documentação etc, devemos descer à Baixa ou ir para o outro lado da Alta, numa porção que ainda não conheci. Tem o outro lado do Rio Mondego onde está o Fórum (Shopping) e o Hipermercado Continente. Na Alta, pro outro lado está o Estádio e o Dolce Vita (um shopping em uma área nova ou reurbanizada).





De volta a minha incursão pela Baixa, aproveitei para tirar uma foto da relutante Cláudia, que não queria ser fotografada, mas cedeu aos meu apelos...rs. Sou muito agradecida pela sua preciosa ajuda.


Os dias aqui estão muito quentes, por volta dos 32°C... o que refresca é a brisa que vem vem do rio, andar pela sombra, tomar sorvete (gelado, como se chama aqui) e é claro, muita água...








Ao chegar a Praça 8 de março e ver a fonte, me lembrei de uma coisa muito interessante... Aqui não há bebedouros como no Brasil. Nem na Universidade, nem nos prédios públicos, supermercados... Toda água para beber tem que ser comprada. Uma garrafinha de 500ml custa de 1 euro, (na cotação de 15/9 = R$2,82). O que quer dizer que se consumir 2 litros de água gastará R$11,28 por dia.







Se comer na cantina da faculdade, almoço e janta, gastará entre 9 e 6 euros, o que nos leva a concluir que comer é mais "barato" que matar a sede...rs

Também fui ao supermercado e descobri que não sei comprar café aqui...rs. Tem tantas especificações nos rótulos que precisei pedir ajuda para escolher um pacotinho.






No Panteão Nacional está o Mosteiro de Santa Cruz, fundado no ano de 1131.

Andando por aqui e conversando com a Cláudia, recebi tantas informações novas que senti como se tivesse morrido e nascido de novo...em outro tempo, outro lugar. 

Esse sentimento surgiu por causa da necessidade de reaprender a falar com as pessoas, a andar pelas ruas, saber onde e como resolver problemas burocráticos, comprar coisas, me localizar, em fim, pequenas coisas que ainda não sei como são por aqui... Nem documentos eu tenho...rs







Mas não é uma sensação ruim, ao contrário, é um prazer sentir-me renascida, com muito por aprender, descobrir e crescer.

A D. Anita (minha senhoria) me disse que toda essa mudança é boa pra gente usar a mente, assimilar coisas novas e rever as antigas. É uma sábia essa D. Anita e muito bem disposta, desce e sobe as ladeiras entre a Alta e a Baixa na maior desenvoltura...

Acho que só mesmo assim, com tanto para ver a aprender dá pra ir driblando a saudade.









Um Incêndio de ontem, por volta das 16:30h, mobilizou mais de 400 homens do Corpo de Bombeiros local, a coluna de fumaça que se ergueu dava para ser vista da Baixa. 


Assustadora visão para a gente que não tinha informações sobre o que estava acontecendo. Só dava para saber que não era na Universidade pois dava pra vê-la de onde estávamos, mas sabíamos que era na Alta. 

Depois vimos na Internet que foi numa área florestal em Pinheiros/Torres de Mondego. Anda não fui para aqueles lados, no entanto sei que compõe o patrimônio natural daqui, que é grande e do qual a população se orgulha.

Para concluir, ontem voltei acabada pra cá e até tentei postar tudo isso, mas não deu... Hoje não havia aula, só a abertura oficial do ano letivo, a qual pretendia comparecer, mas estava tão cansada e fui dormir tão tarde que perdi a hora. Passei o dia estudando por aqui mesmo.

Me lembrei que não tenho mais 20 anos ao me levantar da cama e sentir que todos os ossos e músculos do meu corpo doíam. Acredito que esta cidade vai me colocar em forma de novo...rs.


terça-feira, 18 de setembro de 2012

Amanhece em Coimbra




Hoje acordei mais tarde... a festa na rua foi até de manhã e só consegui dormir por volta das 3:00h. Bom que só vou sair a tarde!
Pela manhã, a rua é diferente e o céu é bem azul.
Dá pra ver como o casario se alinha a rua tortuosa da ladeira e descobri que antigamente esta rua se chamava Rua das Covas... não fiquei muito feliz com a informação...rs












O fato é que ainda se vê uma ou outra casa com as roupas penduradas para a rua e como é difícil a adaptação dos carros a espaços tão estreitos feitos para se andar a pé ou a cavalo...
















Agora a rua é silenciosa. Um silêncio quebrado apenas por passos ora lento, ora apressados, conversas baixas, automóveis subindo a rua e, vez por outra, o relógio da Sé Velha marcando o passar das horas.














Pela manhã, bem cedo os sinos da Universidade tocam chamando os alunos em intervalos de cerca de 20 ou 30 minutos até a hora das aulas começarem... são intensos e festivos... acredito que se ouça ao longe, mas aqui, está a apenas uns 200m (em subida).





Ainda não ouvi sirenes de polícia, ambulância ou bombeiros, o que me dá a impressão de que aqui é mais tranquilo... ou que os atendimentos às o ocorrências são silenciosos, rs.





Aqui escrevendo me lembro dos que ficaram no Brasil e sinto saudades... Então decido que é hora de descer e explorar a cidade.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A Faculdade e a recepção aos calouros




Hoje foi o primeiro dia do ano letivo e houve o tradicional trote aos calouros das faculdades na Universidade de Coimbra.













Os edifícios antigos que cercam o pátio do Polo1 da U.C. e os veteranos uniformizados com suas longas capas pretas contrastam com os carros modernos e com os jeans que vestem os calouros. É bonito ver a tradição e a contemporaneidade juntos em harmonia... Coisas que ao se ver aqui em Coimbra e que não se esquece mais.








Veteranos com seus belos uniformes e suas capas pretas se divertindo e promovendo uma bem-humorada recepção aos colegas ingressantes...



Senti uma onda de contentamento ao ver a festa dos alunos. Algo que contagia a todos, mesmo aos que como eu apenas assistiam às brincadeiras!







Chegando em Coimbra





Este é o quarto em que ficarei nos próximos meses... Minha escrivaninha fica de frente para a janela e, apesar do ar bucólico desta visão, a rua estreita é bastante movimentada.












Há um bar quase defronte a casa de D. Anita de onde escrevo agora e os estudantes estão alvoroçados com o início do ano letivo.
Aqui a cidade está em festa... Muita conversa, sons se misturam formando murmurinhos em alto som. Há música ao fundo, mas quase não se percebe. Muitas palavras em português e em diversos idiomas... alguém acaba de dizer um "bona note" e destacam-se vez por outra alguns risos femininos mais animados.














O ar é fresco, uma brisa gostosa sopra aqui no alto da cidade histórica. A rua estreita e o casario assobradado formam um corredor por onde a brisa do rio passa e traz consigo os sons... Um carro tenta avançar, espremendo-se entre paredes e pessoas.













Daqui do alto apenas ouço e me lembro dos primeiros anos da faculdade durante a calourada... uma agradável lembrança daqueles tempos me faz sorrir e desejo de todo coração que minha filha vivencie uma experiencia assim feliz com novas amizades e descobertas quando chegar sua vez de ser caloura.






Neste momento quase chego a esquecer o oceano que me separa do Brasil e das pessoas que tanto amo. Sinto-me agradecida e feliz por estar aqui.
Coimbra... Então é assim que acontece quando um antigo sonho se torna real... um misto de satisfação, felicidade, ansiedade, saudade e prazer por estar viva.

Quase não encontro as palavras certas, a única que me vem agora é obrigada!